A lenda de Mabon

MotherandChild

Conta uma antiga lenda que Mabon, filho da deusa Modron, desapareceu três noites após o seu nascimento. Todos os campeões do reino foram convocados para procurar a criança. Mas o sumisso da criança ocorreu de forma tão misteriosa que os heróis não tinham a mínima ideia de onde começar a procurar. Então, a deusa Modron lhes disse que deveriam procurar os cinco animais mais antigos e mais sábios da Terra: o melro, o cervo, a coruja, a águia e o salmão, e fazer a cada um deles a seguinte pergunta: “Diga-me se você sabe alguma coisa sobre Mabon, filho de Modron”.

Cada animal fornece pistas importantes para guiar os aventureiros em sua missão, que acabam descobrindo que ele estava a salvo o tempo todo, pois havia sido enviado magicamente de volta ao útero de sua mãe. O Ventre de Modron era um de amor e magia, mas cheio de desafios que Mabon deveria enfrentar para renovar sua força e sabedoria, para que então ele pudesse renascer como o campeão de Modron e a fonte de toda a luz e alegria da Terra.

Mas porque Modron lançaria um desafio para que os heróis fossem a procura de seu filho se ela sabia o tempo todo onde ele estava? Para que arriscar a vida e tomar o tempo dos aventureiros? A resposta está no conhecimento de que Mabon é um símbolo para a Luz e a Alegria do divino em todos nós. Ela, na verdade, não os enviou nessa busca para seu beneficio próprio, mas sim para o benefício deles. Ao aceitar essa missão e buscar o conselho das antigas criaturas da floresta eles aprenderam muito sobre o mundo e sobre si mesmos, aprenderam a enxergar a verdade e a sabedoria em lugares onde jamais pensaram em olhar anteriormente.

Essa busca permanece estendida a todos nós até os dias hoje. A história de Mabon nos lembra a ter respeito por todas as criaturas de nosso mundo e que sua sabedoria pode ser compartilhada conosco simplesmente por observá-las. Lembra-nos também que a paz e a felicidade que muitas vezes buscamos desesperadamente estão, na verdade, dentro de cada um de nós. Cabe apenas a nós mesmos ter coragem suficiente para “dar a luz” a esses sentimentos.